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Cearense de 15 anos, Raylane Marinho, mais conhecida como Rayray Martian, apelido dado graças ao sobrenome da protagonista de seu livro, Zaxyley Martian. Atualmente estuda no Instituto Federal de Educação, Ciencia e Tecnologia do Ceará(IFCE)e continua escrevendo a série da alienígena; "Zaxyley Martian E Os Terráqueos".

sábado, 5 de novembro de 2011

Zaxyley Martian E O Mistério do Relicário da Vanguarda

Aqui Vai um trechinho do meu livro:

[...]No mesmo dia, na entrada principal do Internato Constelação, a banda tocava e as lideres de torcida pulavam de um lado para outro. Segundo Hillary, era mais um sábado perdido. Os amigos chegaram atrasados. Perderam quase metade da apresentação. Realmente uma apresentação e tanta.
   Havia dois ônibus parados a entrada da escola, e olhares de alunos atentos as porta do veículo. Ninguém sabia do que se tratava, ficaram sabendo apenas depois do discurso do diretor, Ernesto Flanzer:
–Mais uma vez o Trindade Constelação conquistou os privilégios da série A do Campeonato Estudantil...
   Henry e Dennis procuravam Aretha no meio da multidão, mas não a encontraram de maneira alguma. Dennis já estava preocupado sobre o paradeiro da namorada:
–Temos que encontrar Aretha.
–Tá ruim, cara. – disse Henry, ainda com um pedaço de papel toalha sobre o nariz. – Acho que o Constelação inteiro está aqui. É melhor esperar. Quero ver que “doideira” é essa aqui.
   Ernesto flanzer não parava de falar, o que causava tédio na maioria dos alunos. Mas dessa vez, alguns estavam dispostos. Não se sabia o que aqueles ônibus faziam em pleno sábado no colégio. Flanzer concluiu com convicção seu discurso:
–E por fim, venho a dizer o que é isso. Devido à boa campanha do Trindade nesse turno, faremos dois amistosos aqui no Constelação. E com times estrangeiros.
   Sussurros surgiam em tom alto, mas logo contidos por Ernesto.
–O Leão Negro é o time do Colégio5 De Junho.Já o Águia Do Mar é da escola Fortaleza Verde. Ambas as escolas são do estado vizinho, e também pertencem à série A do Campeonato Estudantil.
   Henry tapou a mão na cara sem querer e acabou magoando o nariz. Mesmo assim, ele ainda criticou o momento:
–Eu nem acredito que chamaram a gente para isso! Ver um monte de
gringo aqui no Constelação. Poupe-me. Isso é um abuso.
   Em meio a vozes, os meninos dos times desceram dos ônibus, levando as malas e alguns traziam travesseiros. Karen jamais acreditou que meninos tão bonitos visitassem o Constelação, e incrédula, murmurou à Zaxyley:
–Eu nem acredito... Quero saber quem são esses gatos aqui.
   Zaxyley deu uma risada de Karen, mas a ruiva não sabia do que Zaxyley ria. A marciana apontou para o uniforme de Karen e disse:
–Como você vai saber quem são esses “gatos” parecendo uma cachorra molhada?
   Karen colocou a mão no uniforme e se espantou. Ela não se deu conta que ainda estava molhada. Karen deu um pequeno grito e se afastou de Zaxyley. Envergonhada, a garota forçou um sorriso para Zaxyley e gaguejou para dizer:
–Fica aí que eu volto já. Ai que vergonha, cara.
   Zaxyley ainda ria de Karen quando Henry chegou perto da alienígena e perguntou pela irmã. Ele não se conformava em ver que o colégio havia trazido outros times para jogarem nos gramados do internato.
–Zaxyley, isso não é um absurdo? Os banheiros do terceiro andar estão só o resto enquanto o Conselho Estudantil fica pagando pra fazer amistosos aqui. Eu duvido que o Trindade Constelação vá perder os dois jogos!
   Zaxyley olhava para Ernesto, mas virou-se para Henry enquanto ele falava. Realmente Henry era um engraçado. Entanto que levar um “coice” no nariz não lhe era normal.
–Eu não posso dizer nada porque eu não sou daqui... Não estou aqui desde o sexto ano, mas eu tive uma pequena dúvida agora.
   Henry perguntou o que era e Zaxyley franziu a testa de curiosidade:
–O que é ser gato?
   O sardento Ferdinandz riu de Zaxyley e teve dificuldade para explicar o significado de uma simples expressão à alienígena. Já não prestavam atenção na apresentação dos garotos que jogariam com o Trindade.
–Gato, é bonito. É uma gíria que usam para distinguir a beleza das pessoas... É ninguém nunca disse que eu sou um gato...
   Zaxyley deixou de se concentrar na conversa com Henry e percebeu algo muito estranho naquele instante. Não era em Henry, mas sim em alguma coisa ao seu redor.
–Henry, eu estou sentindo algo estranho aqui. Não é com você, nem com qualquer um...
–Como assim Zaxyley? O que você está querendo dizer com isso?– questionou Henry, sem reação para a atitude de Zaxyley, receosa com algo. A extraterrestre virava o rosto procurando alguma coisa e farejando o ar.
–Henry, procure o Dennis e a Aretha rápido! Eu vou atrás da Karen.
–O que está havendo Zaxyley? – Henry não entendia mais nada, e tentou saber o que acontecia de verdade. Zaxyley não respondeu a Henry e apenas pediu que procurasse Aretha e Dennis o mais rápido possível.Henry saiu entre os alunos à procura dos amigos, enquanto Zaxyley correu para o lado em que Karen saiu.
Aretha estava quase perdida entre os alunos que se reuniam no pátio, e levou um susto quando Aaron a chamou.
–Aretha, eu mandei a Tiffany te procurar, mas ela disse que não te encontrou em nenhum lugar.
–Aaron, eu realmente não estava em nenhum lugar.– confirmou Aretha, meio confusa.– Resolvi descansar um pouco, não me sentia muito bem, fofo. Nem sabia para quê toda essa “coisa” aqui. E sim, o que queria comigo?
   Aaron piscou os olhos e não conseguia falar, talvez por nervosismo por estar perto de Aretha, que já sabia que Aaron realmente gostava dela. Infelizmente.
Se Hillary soubesse que Aaron gostava de Aretha, a coisa seria horrível. Principalmente porque dessa vez quem seria “atirada à piscina” seria Aretha.  E Karen não poderia fazer nada para salvar a amiga.
   Aaron sorriu para Aretha e segurou sua mão, mesmo que ela não quisesse. Ele continuava com dificuldade para falar, mas conseguiu coragem para dizer:
–Aretha, eu queria muito mesmo falar com você. Acho que uma presidente de sala como você necessita de ajuda.
–Aaron, agora? – questionou Aretha, tentando se desculpar através de uma mentira.–Eu vou ter que ajudar os meninos dos times a encontrarem seus quartos. Eu e Henry. Desculpe-me mesmo, será que você poderia esperar para mais tarde?
   Aaron soltou a mão da garota e percebeu que Fernando Torres estava olhando para ele.
–Me perdoe Aretha, é que mais tarde eu voltar para casa. Eu não vou querer ficar o final de semana aqui.
–Se insiste tanto em falar comigo, vai ter que ficar aqui.– Insistiu Aretha, um pouco austera, como na infância.
Realmente nos tempos de sexto ano, Aretha possuía um silêncio inquebrável. Não adiantava de nada se falar com ela porque não movia sequer um sorriso. Diferente de Henry. Não se sabia como um garoto tão divertido era tão desprezado.
   Aaron suspirou e tomou a iniciativa em puxar Aretha pelo braço até a galeria que levava à área interna do Constelação. Aretha não concordou e tentou se soltar do garoto, mas enfim se convenceu que Aaron talvez lhe dissesse algo importante.
–Agora eu peço desculpas por ter te forçado até aqui. Sei que não é uma boa hora de se falar sobre isso porque Hillary ainda vai sofrer muito.
–Aaron, eu sei o que quer dizer com isso. – suspeitou Aretha, imaginando que Aaron talvez revelasse que gostava dela, mas algo inimaginável aconteceu.
–Ainda bem que já deve ter percebido que eu quero ser amigo de vocês.
O quê?– balbuciou Aretha, sem acreditar no que Aaron dizia.Talvez pudesse ser mais uma brincadeira sem graça – comum entre Aaron e seus amigos – mas pela cara de sinceridade de Aaron se sabia que ele falava a verdade.
   Aretha deu uma pequena gargalhada incrédula, e Aaron perguntou:
–Aretha, você está sendo apática?
–Não imagina... – acrescentou Aretha, parando de rir.– Escuta, eu acho que vai ser meio difícil ser nosso amigo por que... A gente segue regras. E não são regrinhas básicas. Primeiro porque eu, Henry e Karen somos presidentes de turma.
   Aretha cruzou os braços e se virou enquanto Aaron dizia sua versão:
–Aretha, eu não preciso de regras. O Constelação é feito de regras, mas eu não vou muito com a cara delas.
–Por isso que Hillary sempre foi daquele jeito.– disse Aretha em voz baixa, sem quere fazer alarde pela conversa que tinha seriamente com Aaron. – Hillary sabia muito bem quem você é, ou melhor, quem você era! Perdoe-me Aaron, mas na idade média se seguiam um estereótipo: Nasceu pobre, pobre será até a morte, nasceu rico, rico será até a morte. Eu nasci pobre e você rico. Não somos iguais.
   Aaron deu as contas para Aretha e saiu de mansinho, acanhado não só por Aretha ter desprezado-o. Aretha olhou para o chão e pediu que Aaron esperasse.
–Eu não quero ser mais uma garota austera, como eu era antes. A gente vai pensar, certo? Karen vai dar a resposta final, e logo ela, duvido que não vá se decepcionar.
   Aaron parou de andar e ainda olhou para trás, concordando com Aretha. Ele voltou para aonde conversava com a garota e sussurrou:
–Aretha, não se preocupe. Eu quero realmente ser amigo de vocês.
   Aretha balançou a cabeça para concordar. Ela mordeu os lábios e ficou tensa, pois poderia realmente ser verdade o que Aaron dizia. [...]

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